terça-feira, 11 de março de 2008

Dinheiro...e mais Dinheiro!


Na sociedade em que vivemos, tudo o que nos rodeia, nos envolve
e nos afecta, é constantemente regido pelo que temos ou possuimos, queremos ou desejamos, comprometemos ou responsabilizamos. Tudo isto se poderia encurtar em duas coisas: o que podemos e o que realizamos!







É uma questão de consciência de cada um, mas poder, somos livres de o fazer quando nos aprover e tivermos meios para tal, desde que não se transgridam regras predefinidas, para realizar, dependemos únicamente da força de vontade e do empenho para levar a cabo até final um objectivo, seja ele pessoal ou de interesse comum.




A bem ou a mal, tudo isto tem como denominador comum uma simples coisa: Dinheiro!!! Nos dias de hoje a sociedade está catalizada e movimenta-se consoante as posses económicas e as suas pretenções ao ponto de sonhar com bens e serviços que rendam encaixe monetário, esquecendo que de nada serve tanto zelo para com isso, se não desfrutarem da Vida, já por si curta, vivendo em função apenas do dinheiro que podem ou não ter.



Existe um ditado que diz suscitamente: "O DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE... MAS AJUDA MUITO!"... no entanto não é bem assim. O Dinheiro ajuda quando necessitamos de algo de que dependa a nossa vida ou a daqueles que mais queremos, para proporcionar a Alegria de um sorriso numa face entristecida com a sua miserável sorte, ou concretizar um sonho depois de tanto tempo a imaginá-lo e a vivê-lo virtualmente a ponto de ser um momento inesquecível e marcante na nossa memória, também para alcançar finalmente o objectivo de Vida que préviamente deliniámos no "caminho para a Felicidade", e realmente nisso ajuda. O pior é quando este mesmo Dinheiro tem o seu efeito negativo, o reverso da medalha! quanto mais se ganha mais tentador ele fica, quanto mais se tem mais se quer, quanto mais se conquista mais se procura e quando se tem pouco ou nenhum vale tudo para ter o que outros têm e é uma ilusão vir a ter. Mais do que a possibilidade de corromper o índividuo, acaba por corromper a sua honra e humanidade...

E eis que, repentinamente, nos encontramos todos a viver em função de algo que se apresenta como um saldo bancário ou uma factura e cada vez mais se move electrónica ou digitalmente, a ponto de um dia deixar finalmente de existir sob a forma ainda conhecida, mudando o nome para Crédito!







No meio de tudo isto, quanto tempo das nossas Vidas sobra para serem vividas? Cada vez menos! Menos tempo para as famílias se reunirem, para grupos de amigos se encontrarem, para pais e filhos estarem juntos, para nos entreajudarmos uns aos outros quando necessário em vez de nos ignorarmos depois de pensarmos - Problemas já tenho os meus! - TUDO porque interesses pessoais e egoistas geralmente relacionados com Dinheiro ou a forma mais eficaz de alcançar apenas objectivos monetários em vez de procurar uma Vida se sobrepõe cada vez mais.

Com tantos problemas que o planeta tem, o nosso legado aos nossos filhos e netos qualquer dia(até para os mais íntegros) é a ganância e avidez por dinheiro, que já se nota na nova geração...
Agora... terei eu moral para escrever tudo isto? - perguntam.
- Como cidadão duma sociedade consumista em que me incluo... NÃO, pois nada produzi! Como Pai e Ser Humano e detentor duma bizarra história, onde não consigo encaxar a minha pessoa... SIM, definitivamente!



"A VIDA SÓ POR SI, SIMPLES E SEM CONTORNOS É MAIS IMPORTANTE QUE TODO O DINHEIRO OU PATRIMÓNIO QUE POSSAMOS POSSUIR..."


CARPE DIEM!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

É Carnaval... ninguém leva a mal!
































Hoje é Dia de Carnaval. Não me lembro de um Carnaval tão cedo, mesmo no princípio do mês. Como tal, disfarçámo-nos a rigor e fomos gozar esta festa cantando e rindo e claro dançando a curtir o ritmo, nomeio de um molho de serpentinas e confetis a voar.
Eu de Drácula, a Lina de Gótica e o Ricardo de Morte, mais parecíamos acabados de sair de um filme do "Scary Movie" para cair em pleno Halloween do que numa arromba de alegria como o dia em si pede, mas acabámos por ficar muito engraçados e chegámos a receber elogios das nossas indumentárias.



Mesmo não tendo sido uma grande noite de Farra Carnavalesca, trouxe memórias de outros Carnavais e revêmos velhos conhecidos que nem esperávamos encontrar. No entanto, a melhor satisfacção da noite foi finalmente ter convencido a minha Mãe a se nos juntar "no sítio do costume", para vê-la fazer a festa à sua maneira, a deitar os foguetes e a apanhar as canas, divertindo-se como não esperava ao invés de se cingir à rotina caseira de sempre e a recordações que só a iriam entristecer, tendo podido disfrutar de outras bem mais bonitas na nossa companhia, que lhe mantiveram um sorriso constante na face radiosa de alegria.



Mais momentos destes se repitam... Eu tentarei fazer por eles!

CARPE DIEM!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Na Terra dos Faraós







Agora posso finalmente afirmar que os sonhos se tornam realidade quando tanto o desejamos e visualizamo-nos neles! "O Sonho comanda a Vida e a Vida alimenta o Sonho", que finalmente, depois de muita expectativa... REALIZEI! A Viagem ao Egipto!




Desde muito cedo, fui fascinado pela mística das antigas civilizações e a minha favorita sem dúvida é a Egípcia. Sempre me impressionou e a forma vanguardista ainda hoje reconhecida, com que na Antiguidade este povo das terras do Nilo e de grandes líderes poderosos como os seus Faraós, pioneiro em Medicina, Cosmética, Astronomia, Comunicação, Engenharia, Arquitectura e com Obras de uma Desenvoltura e Monumentalidade, que juntas a uma riqueza histórica de mais de 7000 anos e a sua Crença Mitológica fascinante me apaixonaram e cativaram.

E de repente... eis que a oportunidade tão desejada se apresentou e
jamais poderia perdê-la!


Partimos no dia 16 em vôo directo da Egyptair para o Cairo onde fomos cordialmente recebidos pelo representante da Agência no local, de seu nome Walid. Falava um portunhol arreganhado e foi até ao último dia muito prestável. Durante todo o percurso da viagem, como íamos em época baixa tivemos sempre um guia só para nós o que tem algumas vantagens para ambos os lados. Walid levou-nos até ao Mövenpick Resort Cairo-Pyramids, onde Eu e a Lina ficámos instalados. Depois saímos para um reconhecimento das redondezas e eis que somos "apanhados" por um polícia muito prestactivo que nos "escoltou" numa voltinha ao bairro mais próximo, na intenção maior de vir a ganhar uns trocos com os sítios onde ele e um conterrâneo muito conversador nos levaram, mas sem ganhar nada com isso. No Egipto, apesar da sua mítica e da rara beleza, ninguém se livra do "baxishe" pois tudo se vende e a não recompensa é uma ofensa e faz parte da tradição, tanto que teríamos experiências parecidas todos os dias várias vezes... mas até a Polícia?!





No dia seguinte a nossa guia no Cairo, Maya, levou-nos a Memphis, outrora capital do Império onde um Colosso de Ramsés II era a maior atração e depois seguimos para Saqqara onde visitámos a primeira pirâmide construida... o túmulo do Faraó Djoser, mas o extâse do dia estava reservado para a tarde quando fomos ao planalto de Giza e nos deparámos com a intensa visão da monumental Grande Pirâmide de Khufú (única Maravilha da Antiguidade ainda existente) construída à mais de 4500 anos, assim como as de Kafré e Menkauré, seguidores no trono do Alto e Baixo Egipto, com uma contemplação posterior de uma vista que metia respeito e muito contava sobre o poder duma civilização que confirmámos quando frente à enigmática Esfinge. Mas o engraçado foi o passeio a Camelo no deserto com as pirâmides no horizonte em que nos rimos imenso!




































No dia seguinte fizémos o check out provisório do hotel e seguimos para o aeroporto para apanhar o avião com destino a Aswan, onde um muito peculiar guia nos recebeu. Era demasiado extremoso e chegava a ponto de com todo o seu orgulho de raça núbia, enaltecer mais a história de seu povo vitimado discriminadamente pós-construção da Barragem(uma das três maiores do Mundo) do que a própria História. Esta foi o primeiro local onde fomos conduzidos por Ahmed, que se auto-intitulava "Denzel"(Washington) para os amigos, especialmente turistas! Abusava um pouco quando se lhe dava demasiada confiança e de vez em quando precisou de umas "rédias" mas acabámos por nos dar bastante bem, especialmente a partir do momento em que dissémos que nos podia tratar por "Brad" e "Angelina".





















Antes de mais, levou-nos directamente a visitar a Grande Barragem de Aswan, com uma linda e paisagística vista para o Lago Nasser que mais parecia um mar dentro de terra tal a sua imensidão, explicando o porquê e como teve com esta obra grandiosa de mover os templos de Abu Simbel e de Philae, para salvaguardá-los das águas do Nilo, mantendo todo o seu esplendor. Seguiu-se uma visita ao Obelisco Inacabado, mandado edificar pela Rainha Hatchepsuit(o maior jamais encomendado) mas que não chegu a ser finalizado pois seria impossível transportá-lo no Nilo. Seguimos para o M/S Nile Dolphin, cruzeiro de 5* com que ficámos maravilhados desde o ínicio e cada vez mais no decorrer do mesmo, pois era um autêntico hotel de luxo flutuante! Depois de um almoço extraordinário fomos com o Ahmed dar um passeio de "Felouka" nas calmas águas do Nilo, tendo passado pelo Jardim Botânico, onde flores, plantas e árvores exóticas cresciam à nossa volta e davam uma sensação de calmia e relaxamento, numa pequena ilha maravilhosa perto de Elefantina no meio do rio, Kitchen's Island. À noite aventurámo-nos no Mercado de Aswan,cheio de luz, cores e tendas onde tudo se vendia... mas nunca sem primeiro regatear bastante, pois também por costume um bom negócio é sempre discutido até satisfação de ambas as partes, até porque o preço inicial é exorbitante e não corresponde ao real valor.












No dia seguinte bem cedinho, a escala era em Kom Ombo onde se situa o Templo de Sobek e Haroeris, único dedicado a dois Deuses em todo o Egipto(Deus Crocodilo e Deus Pássaro respectivamente) que me deixou deveras surpreendido pois nunca ouvira falar dele e rendi-me à maravilha. Depois na volta tomámos o pequno almoço e fomos ao "deck" superior desfrutar da vista magnífica para ambas as margens do Rio Sagrado enquanto rumávamos a Edfu, para visitar o Templo de Hórus local, construído não só para acesso dos Sacerdotes e Família Real, mas também com o objectivo máximo de dar um espaço à população para rezar ao seu Deus protector e à Deusa Hathor, sua mulher(Deusa do Amor, Fertilidade e do Sexo). Conta a lenda mitológica que todos os anos estes dois deuses se juntávam no Sagrado Pátio de oração para fazer amor, um vindo de Luxor e outro de Aswan, encontrando-se por um dia neste sítio sito exactamente a meio caminho de ambos os centros populacionais maiores e assim dando um duplo significado mítico à sua edificação. Pela tarde fomos fazer uma massagem de relaxamento e fomos nos preparar para a "Galabya", uma festa a bordo a que todos íamos vestidos de Egípcios. As máscaras ficaram-nos excepcionalmente!













No outro dia, acordámos já atracados no porto de Luxor e seguimos para o Vale dos Reis, última morada de grandes Faraós, onde visitámos três túmulos e muitos dos turistas, eu entre eles não resistiram a entrar no famoso túmulo de Tut-Anck-Amon, descoberto em 1922 pelo explorador Howard Carter completamente intacto e único que escapou à ganância dos assaltantes, deixando à Humanidade todo o seu espólio e riquezas que ajudaram a compreender muitas coisas a nível do processo necrológico na Antiguidade. á dentro observei o sarcófago em ouro maciço, que envolvia a múmia do Faraó, que era protegida por dois sarcófagos maiores(estes no Museu Egípcio no Cairo) adornados de cores luxuosas e ouro. Foi uma experiência maravilhosa! Seguidamente dirigimo-nos a Deir El-Bahari no Vale das Rainhas,para contemplar o fabuloso Templo de Hatchepsuit, Rainha que ascendeu ao poder como co-regente por o seu irmão, sucessor do trono, ser demasiado novo. Entretanto casaram para assegurar o trono do Egipto e a Grande Rainha veio a reinar sobre estas terras por 20 anos, tendo conseguido manter a harmonia e alcançando um crescimento económico bastante satisfatório e a manutenção da paz no território. Ofereceu este templo ao povo como prova de promesa de um bom reinado. No regresso ao barco, visitámos os Colossos de Memnon e ainda parámos para ver o Ramsseum, que como o nome indica foi edificado pelo grande Faraó Ramsés II, que reinou no Egipto mais tempo que qualquer outro, desde os 20 aos 87 anos de idade. À tarde aproveitámos o tempo livre para dar um passeio pelos outros navios e descansámos um poco pois à noite haveria danças Egípcias no "Lounge Bar" que fomos assistir curiosos e acabámos por ser nós a fazer a maior festa, já que dançámos sem parar.
















Os Templos de Karnak e Luxor ficaram guardados para o último dia no cruzeiro. Karnak era a sagrada capital espiritual do Antigo Egipto, com o seu portentoso e magnífico Templo de Amon, onde outrora sacrifícios eram feitos pelos Sacerdotes e oferendas eram dadas pelos Reis em honra do Deus maior do Egipto. A entrada pela fabulosa Avenida das Esfinges, que atravessa todo o complexo ligando-o ao Templo de Luxor numa distância de quase 3Km, passava por estátuas colossais e obeliscos enormes à entrada do templo, um pátio de 134 colunas gigantes que iam acabar no Santuário do mesmo, onde as cerimónias religiosas tomavam o seu curso. Imaginei-me neste mítico lugar há milhares de anos atrás extasiado com o magnânimo local que havia sido construído por Amenófis III e onde Ramsés II deixou a sua marca. O Templo de Luxor no outro extremo da Avenida, não lhe ficava atrás em magnitude, beleza e ambos os lugares contavam por si a história da crença de todo um povo. Almoçámos num pequeno restaurante tíco Egípcio em Luxor e depois, debaixo duma chuvada(muito agradecida pelos locais) fizémos o circuito da cidade numa charrete a cavalo, o que não deixou de ser caricato... mas engraçado!















E eis que de repente, já nos encontrávamos no Cairo novamente no Mövenpick, mas desta vez(talvez porque gostaram de nós) instalaram-nos numa suite fantástica, que até apetecia lá estar depois de termos aterrado vindos de Luxor. No dia seguinte, lá voltámos a nos encontrar com a simpática Maya, que nos levou ao Museu Egípcio e a vislumbrar o fabuloso Tesouro de Tut-Anck-Amon, e muitas mais obras impressionantes que são a História de uma das mais Antigas Civilizações do Globo. Fomos depois ver a Mesquita de Alabastro na cidadela construída por Mohamed Ali na Fortaleza edificada pelo Sultão Sall-El Addin. Finalizámos o nosso último dia de uma forma gírissima visitando no Cairo a Pharaonic Village, um sítio em que somos transportados numa viagem pelo tempo, redescobrindo os modos de vida e ocupações dos Antigos Egípcios em cenários montados para aparentar serem realistas, conduzidos poir um pequeno barco num canal a fazer de Nilo. Vimos ainda também a tumba do Faraó Tut-Ank-Amon construída em tamanho real com réplicas exactas do seu conteúdo dispostas tal como descoberta em 1922. Acabámos vestidos a rigor, para a fotografia, recuando aos tempos de então como Faraó e Rainha.








Foi uma viagem óptima, na melhor companhia, um sonho realizado que jamais esquecerei em toda a minha VIDA! Tenciono se puder um dia lá voltar para ver a Alexandria de Cleópatra, o carismático Templo de Abu Simbel e a capital do Faraó herege Ackenaton, Tel El Amarna... afinal não se pode ver tudo ao mesmo tempo! O sonho continua...